segunda-feira, 16 de julho de 2018

365 dias para viver






Categoria: Feminina
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365 dias para viver







    Desde que a Aline, ou Line, me mostrou o book trailer da obra que até então eu não tinha prestado atenção, eu senti que aquele livro seria algo que eu deveria ler. O ser humano vive enganado de vida. É normal, é comum a gente pensar que a morte nunca vai bater à porta enquanto somos jovens e cheios de sonhos, quando temos uma família e amigos ao nosso lado. Quando os dias repetem-se numa rotina que nos enfastia, apenas prosseguimos, porque é o que deve ser feito.

    Uma bomba explodiu na vida de Luna: câncer. Uma vida inteira pela frente que é ameaçada por causa de uma vaidade e se manifestou tarde, silencioso até então. O desespero, o dilema entre querer viver e enfrentar o tratamento que a deixará debilitada ou simplesmente optar por morrer. Em meio a decepções e provas de amor verdadeiro das pessoas que restaram ao seu redor, Luna nos conta, em forma de diário, seus medos, anseios e desafios.

    São poucos capítulos postados até então, mas tenho repensado minha vida desde o primeiro parágrafo. O quão diferente de Luna nós podemos ser? Pessoas que adiam momentos bobos entre amigos, afundadas em trabalho e estudo sem ter tempo pra reparar nas pequenas coisas que a vida nos dá. É um livro que deve ser lido para sempre nos relembrar que somos frágeis, como um castelo de cartas: um sopro e já não há mais. Um segundo errado, uma má escolha que pode nos levar à morte. Ao desengano. 

    Aline consegue nos lembrar de uma forma simples que devemos viver cada dia intensamente, sem nos importarmos muitas vezes com o que o outro pode pensar. Nossa felicidade não pode depender de ninguém ou dos bons costumes. Hoje começo o dia fazendo a minha própria lista de coisas que quero fazer antes que a morte me diga um olá e não haja mais tempo. E talvez você deva fazer isso também.



"Sabe o que eu acho engraçado", Gabriele disse em um dado momento. "É o fato de você ter sonhos tão simples de realizar e ainda não realizou, como andar de Kart ou ir a um Paintball", ela suspirou e continuou: "Aposto que muitas crianças e adolescentes já fizeram isso e no final, banalizaram..."

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